Enquanto houve queda no número de tiroteios, a quantidade de baleados aumentou, aponta Instituto Fogo Cruzado.
A violência armada avançou para dentro de casa na região metropolitana de Belém em setembro. Ao menos nove pessoas foram baleadas dentro de residências ao longo do mês, e todas morreram. O número equivale a uma média de duas pessoas baleadas dentro de casa por semana e contrasta com setembro de 2025, quando não houve vítimas atingidas dentro do ambiente doméstico.
O relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado revela ainda que 29 tiroteios foram mapeados na Grande Belém, uma queda de 15% em relação com os 34 registros no mesmo mês do ano anterior.
O número de baleados, por outro lado, apresentou aumento de 7% entre os períodos. Foram contabilizadas 31 pessoas atingidas por disparos de arma de fogo, das quais 26 morreram e cinco ficaram feridas. Em setembro de 2025, houve 29 vítimas, das quais 21 morreram e oito ficaram feridas.
As ações e operações policiais, mais uma vez, foram responsáveis pela maioria dos tiroteios ocorridos no mês. Ao todo, 12 registros ocorreram durante essas ações, o equivalente a quase metade dos tiroteios registrados no período. Ao menos 15 pessoas foram baleadas durante as ações policiais, e todas morreram.
Dados detalhados
Municípios
Entre os municípios que compõem a região metropolitana de Belém, a capital concentrou 48% dos registros. Os municípios afetados pela violência armada foram:
- Belém: 14 tiroteios, 12 mortos e 3 feridos
- Ananindeua: 6 tiroteios e 6 mortos
- Castanhal: 3 tiroteios e 4 mortos
- Barcarena: 3 tiroteios e 3 mortos
- Santa Izabel do Pará: 2 tiroteios, 1 morto e 2 ferido
- Santa Bárbara do Pará: 1 tiroteio
Bairros
Os bairros da região metropolitana de Belém que mais registraram tiroteios ao longo do mês de setembro foram:
- Icuí-Guajará (Ananindeua): 3 tiroteios e 3 mortos
- Curió-Utinga (Belém): 2 tiroteios, 1 morto e 1 ferido
- Jurunas (Belém): 2 tiroteios e 3 mortos
- Terra Firme (Belém): 2 tiroteios e 2 mortos
SOBRE O FOGO CRUZADO
O Fogo Cruzado é um Instituto que utiliza tecnologia para produzir e divulgar dados abertos e colaborativos sobre violência armada, fortalecendo a democracia através da transformação social e da preservação da vida.
Com uma metodologia própria e inovadora, o laboratório de dados da instituição produz mais de 50 indicadores inéditos sobre violência nas regiões metropolitanas do Rio, do Recife, de Salvador e de Belém.
Por meio de um aplicativo de celular, o Fogo Cruzado obtém e disponibiliza informações sobre tiroteios, verificados em tempo real, sendo o único banco de dados aberto sobre violência armada da América Latina, que pode ser acessado gratuitamente pela API do Instituto ou dos relatórios produzidos mensalmente.
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