8 pessoas foram baleadas dentro ou próximo a escolas este ano

Mais de 1.000 escolas tiveram tiroteios em seu entorno 

Dos 4.169 tiroteios/disparos de arma de fogo registrados no Grande Rio no primeiro semestre, 1.227 ocorreram em dias letivos, durante horário escolar (06h às 22h) e no perímetro de 300 metros de escolas e creches da rede pública e privada da região metropolitana, o que representa uma média diária de 13 tiroteios/disparos no entorno de instituições de ensino no primeiro semestre.

Neste primeiro semestre, 1109 creches e escolas registraram tiroteios em seu entorno durante  horário das aulas, representando uma queda de 26% no número de escolas e creches afetadas em relação ao de 2018, quando 1.493 instituições foram afetadas.

Desde o início do ano letivo, em 8 de fevereiro, 8 pessoas foram baleadas dentro ou próximo de estabelecimentos de ensino – ninguém morreu. 4 deles eram alunos. Comparado com o mesmo período do ano passado (1.389 registros), houve uma queda de 12% no número de tiroteios no entorno de instituições de ensino.

Houve ainda casos em que escolas foram alvos de disparos: em Belford Roxo, terceiro município mais afetado por tiros em áreas escolares, 2 escolas foram atingidas durante tiroteio no Complexo do Roseiral, no dia 13 de março. O refeitório do Colégio Estadual Marcilio Dias, no Parque dos Califas, foi atingido por um projétil e um pedestre foi baleado enquanto passava em frente à Escola Municipal Padre Ramon – a menos de 600 metros da escola localizada no Parque dos Califas.

Lista de baleados:

  • 1 Aluna atingida dentro da quadra de esportes do Colégio, na Vila Kennedy
  • 1 Mãe de aluno baleada quando levava o filho à escola, no Parque dos Califas, em Belford Roxo
  • 1 Aluna baleada a caminho de um passeio da escola em Imbariê, Duque de Caxias
  • 1 Aluna baleada a caminho da escola, no Chapadão
  • 1 Aluno foi baleado na saída da escola, no Morro do Preventório, em Charitas, Niterói 

Belford Roxo foi o município com mais registros de tiroteios da Baixada Fluminense (328)  e também foi o município onde mais pessoas foram baleadas: 134 vítimas. 

Áreas mais afetadas

A Zona Norte é a região do Grande Rio que concentra o maior número de tiroteios em áreas escolares, tendo 460 registros – 37% do total. Em seguida vem a Zona Oeste (246), a Baixada Fluminense (218), o Leste Metropolitano (168), a Zona Sul (71) e o Centro (64).

O bairro da região metropolitana que registrou maior número de tiroteios no entorno de escolas e creches este ano foi a Vila Kennedy, com 70 casos – seguido de Tijuca (54), Complexo do Alemão (47), Cidade de Deus (46) e Penha Circular (37).

Foi na “campeã” Vila Kennedy que ocorreu o primeiro caso de bala perdida dentro de escolas este ano: dia 12 de fevereiro – na primeira semana do ano letivo – a estudante Barbara Ferreira Cleto, de 12 anos, foi baleada dentro da quadra do colégio onde estuda. Ela foi atingida na perna esquerda e levada ao hospital. Após receber atendimento médico e passar por exames, a criança recebeu alta. 


As duas escolas mais afetadas por tiroteios estão no bairro “líder”: O Espaço de Desenvolvimento Infantil Vila Kennedy, que atende crianças de seis meses a 5 anos e 11 meses de idade, concentrou 40 tiroteios em seu entorno; e a Escola Municipal Coronel José Gomes Moreira, que teve  36 tiroteios ao seu redor. As unidades de saúde do bairro também são as mais afetadas. No ano passado a Vila Kennedy ficou conhecida como “Laboratório da Intervenção“. O bairro terminou 2018 como o bairro “campeão” em tiros.

Desenhos de alunos da região foram destaque da série de reportagens do Jornal Extra, ainda em 2017.

Baixe a lista completa das escolas públicas e privadas do Grande Rio afetadas por tiroteios em 2018 e 2019.

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