Por Fran Silva

Em 2019, a plataforma Fogo Cruzado registrou 8 tiroteios/disparos de armas de fogo dentro de presídios da Região Metropolitana do Recife que resultaram em 6 mortos e 15 feridos no total.

O primeiro caso ocorreu no dia 13 de fevereiro, quando um sargento da Polícia Militar foi morto a tiros durante uma tentativa de fuga de detentos na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá. Os presos foram flagrados quando começaram a escalar os muros da Unidade e então  iniciou o tiroteio. O policial militar foi ferido, socorrido, mas morreu no hospital. 

CARD COM O PIN MARCANDO OS PRESÍDIOS

Dos 8 casos registrados pelo Fogo Cruzado em 2019, apenas neste houve presença de agentes de segurança*. Nos demais, os tiros partiram dos próprios detentos, contra detentos. 

Além do primeiro caso do ano, houve também os seguintes casos: 

  • Em 28 de abril, Gilberto José da Silva, de 37 anos, foi morto a tiros durante uma briga entre detentos na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá.
  • No dia 26 de Junho, 1 detento morreu e outros 2 ficaram feridos na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá. Segundo Pedro Eurico, secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, o motivo do crime foi o tráfico de drogas dentro da unidade prisional.
  • Menos de um mês depois, no dia 8 de julho, uma briga entre um dos detentos que estava armado com um revólver calibre 38, terminou com 1 detento morto após disparos contra a vítima. 
  • Os outros 4 casos ocorreram no Complexo Prisional do Curado, localizado no bairro do Sancho, em Recife – ao todo 2 morreram e 13 ficaram feridos. O incidente com o maior número de vítimas ocorreu no dia 30 de maio no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALLB), uma das unidades do Complexo Penitenciário do Curado: 1 detento foi morto e outros 10 ficaram feridos. Os tiros aconteceram após um desentendimento entre detentos. Um homem alegou ter levado um tapa e revidou atirando contra outros  presos. 

*Presença de Agentes: Situações em que são percebidas a presença de segurança durante o tiroteio/disparo. Exemplo: operação, ação, assalto a agentes e etc.

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