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Setembro: Grande Rio tem aumento de 45% no número de mortos por arma de fogo comparado ao ano anterior

No mesmo período, número de tiroteios reduziu 38%

Em setembro, a plataforma Fogo Cruzado registrou 546 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. Houve uma queda de 38% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 883 disparos. No total, 264 pessoas foram baleadas este mês, destas, 148 morreram. Em setembro do ano passado, foram 115 pessoas feridas e 102 mortas por disparos de arma de fogo: um aumento de 45% no número de mortos comparado ao mesmo período do ano anterior. 

Ao todo, em 2019 – de janeiro a setembro -, houve 6.061 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. No total, já são 2.319 pessoas baleadas: destas 1.222 mortas e 1.097 feridas. Houve um aumento de 8% no número de baleados em comparação com o mesmo período de 2018, quando 2.141 pessoas foram atingidas.

Veja mais alguns detalhes sobre a violência armada no Grande Rio em setembro:

  • Este mês, o município do Rio de Janeiro liderou, com 329 registros, o número de tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. Em seguida vem São Gonçalo (68), Niterói (44), Belford Roxo (39) e Nova Iguaçu (19). A capital representou 60% do número de tiros de todo o Grande Rio.
  • Em comparação com agosto (646), o mês de setembro teve uma queda de 15% no número de tiros, foram 546 registrados esse mês. O número de baleados, no entanto, aumentou: 264 em setembro, 4,5% a mais que agosto, com 252 baleados. 
  • A Cidade de Deus liderou o ranking de bairros com o maior número de tiroteios/disparos de arma de fogo este mês: 41 registros. Seguida do Complexo do Alemão, dessa vez em segundo lugar, com 28 registros, Vila Kennedy (25), Costa Barros (11) e Bangu (11). 
  • O mês de setembro teve 74 tiroteios/disparos de arma de fogo em áreas de UPP. Complexo do Alemão (28), Complexo da Penha (15), Vidigal (7), São João (6) e Tabajaras (4) lideram o ranking com mais registros. 
  • A zona norte, com 192 tiros, representou 35% do acumulado do mês (546). Logo depois vem o Leste Metropolitano (117), zona oeste (107), Baixada Fluminense (99), zona sul (16) e Centro (14).
  • Em setembro, houve 10 casos com 3 ou mais mortos em uma mesma situação no Grande Rio: 34 mortos no total. Em 5 casos havia presença de agentes de segurança. Houve um aumento de 900% no número de casos em comparação mesmo período de 2018: 1 caso foi registrado com 4 mortos em uma mesma situação.
  • Em setembro, 18 agentes de segurança foram baleados: 9 morreram e 9 ficaram feridos. Desse total, 10 foram baleados em serviço. Neste mês houve uma queda de 31% no número de agentes baleados em comparação com setembro de 2018 (26), quando 12 morreram e 14 ficaram feridos. Desse número, 4 morreram e 12 ficaram feridos em serviço.
  • Em setembro, houve aumento de 27% no número de vítimas de bala perdida na região metropolitana do Rio: 19 pessoas foram baleadas. Destas, 3 morreram e 16 ficaram feridas. No mesmo período de 2018, foram 15 pessoas atingidas: 3 morreram e 12 ficaram feridas. Entre os casos deste ano, está o de Antônia Fábia Rodrigues de Sousa, de 33 anos, e Vitória Ferreira da Costa, de 11 anos, atingidas por balas perdidas durante tiroteio no Morro da Mineira, no Catumbi, Região Central do Rio, no dia 24 de setembro
  • 4 crianças (até 12 anos incompletos), 12 adolescentes (de 12 anos até 18 anos incompletos) e 3 idosos (a partir de 60 anos) foram baleados no Grande Rio em setembro: destes, 1 criança, 10 adolescentes e 2 idosos morreram. Entre os casos, está o de Agatha Félix, de 8 anos, morta no dia 21 de setembro, 1 dia após ser baleada nas costas por um tiro de fuzil, na Fazendinha, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio.

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