Julho: Número de mortos em uma mesma ação aumenta 112% no Grande Rio

Este mês 36 pessoas foram mortas em 11 casos, como chacinas e operações policiais

Em julho, o laboratório de dados sobre violência armada Fogo Cruzado registrou 677 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. Ao todo, 157 pessoas morreram e 124 ficaram feridas. Houve um aumento de 50% no número de mortos em comparação com o mesmo período do ano passado, quando, em 823 tiroteios/disparos de arma de fogo registrados, 105 pessoas morreram e 130 ficaram feridas. 

No acumulado de 2019 – de janeiro a julho -, houve 4846 tiroteios/disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio. No total, já são 1783 pessoas baleadas: destas 929 mortas e 854 feridas. Houve um aumento de 7% no número de baleados em comparação com o mesmo período de 2018, quando 1656 pessoas foram atingidas.

Veja mais alguns detalhes sobre a violência armada no Grande Rio em julho:

  • O município do Rio de Janeiro concentrou o maior número de tiroteios/disparos de arma de fogo no Grande Rio este mês, foram 441 registros no total, seguido de São Gonçalo (67), Niterói (46), Belford Roxo (34) e Duque de Caxias (21). 
  • Em comparação com junho (104), o mês de julho teve um aumento de 51% no número de mortos, foram 157. O número de feridos aumentou 4%, foram 124 este mês, e 119 no mês anterior.
  • Bangu liderou o ranking de bairros do Grande Rio com o maior número de tiroteios/disparos em julho, foram 55 no total. Em seguida vem Tijuca (34), Cidade de Deus (30), Maré (20), e Senador Camará (13). Quinto colocado no ranking, Senador Camará concentrou o maior número de baleados registrados em um bairro: foram 15 (5 mortos e 10 feridos) neste mês.
  • Em julho, houve 103 tiroteios/disparos de arma de fogo em áreas de UPP. Borel (22), Complexo da Penha (14), Complexo do Alemão (12), Manguinhos (11) e Mangueira e Turano (7, cada) lideraram o ranking.
  • A zona norte permaneceu no topo das regiões do Grande Rio com maior concentração de tiroteios/disparos de arma de fogo este mês, com 241 registros:  36% do total de registrado  no Grande Rio. Em seguida, estão zona oeste (135), Leste Metropolitano (123), Baixada Fluminense (115), Centro (45) e zona sul (18) completando o ranking.
  • Este mês houve um aumento de 112% no número de mortos em casos com 3 ou mais civis mortos em uma mesma situação no Grande Rio em comparação com o mesmo período de 2018: foram 11 casos que deixaram 36 mortos no total. Em 8 casos havia presença policial. Em julho do ano passado foram 4 casos, com 17 mortos no total. Em 3 destes havia presença policial.
  • Em julho, 23 agentes de segurança foram baleados: 5 morreram e 18 ficaram feridos. Desse total, 10 ficaram feridos em serviço. Este mês houve uma queda de 8% no número de agentes baleados em comparação com julho de 2018 (25), quando 5 morreram e 20 ficaram feridos, Desse número, 3 morreram e 13 ficaram feridos em serviço.
  • Em julho, houve uma queda de 11% no número de vítimas de bala perdida no Grande Rio. Foram 16 baleados: 5 morreram e 11 ficaram feridos. No mesmo período de 2018, foram 18 baleados: 2 morreram e 16 ficaram feridos. Este mês, houve uma queda de 31% no número de feridos por bala perdida. Entre as vítimas está uma menina de 6 anos, baleada enquanto dançava balé no quintal de casa, durante operação policial no Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio, no dia 01/07.
  • Em julho, 2 crianças (até 12 anos incompletos) e 3 idosos (acima de 60 anos) foram baleados na região metropolitana do Rio, destes 1 criança e 1 idoso morreram. No mesmo período, em 2018, foram 1 criança, 8 adolescentes (de 12 anos até 18 anos incompletos) e 4 idosos baleados. Destes 3 adolescentes e 2 idosos morreram. Entre os casos deste ano está o de Luiz Sergio de Menezes, de 68 anos, vítima de bala perdida quando seguia para o trabalho, no Rocha, em São Gonçalo, no dia 10/07.

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