Dois meses após o início do laboratório-escola de Dados em Narrativas Jornalísticas, os cinco bolsistas selecionados finalizaram os trabalhos produzidos durante a oficina. Ao longo do curso oferecido pelo Instituto Fogo Cruzado, em parceria com a Marco Zero Conteúdo, Escola de Comunicação da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Brasil, os selecionados tiveram aulas sobre design da informação, linguagem visual, dados e técnicas de reportagem, além de contarem com a mentoria das organizações parceiras para a construção das pautas.

Na última semana, o Instituto Fogo Cruzado e a Marco Zero Conteúdo publicaram nos seus respectivos sites os trabalhos finalizados. São eles:

  • Sonhos perdidos – a jornalista Jeniffer Oliveira apresenta neste trabalho a realidade violenta de jovens adultos, que são as maiores vítimas de arma de fogo no Grande Recife. 30% dos mortos de forma violenta em 2020 tinham entre 18 e 24 anos.
  • Balas e histórias perdidas – O estudante de artes visuais Mekson Dias mostra nesta videorreportagem relatos de pessoas vítimas de armas de fogo no Recife, que incluem o próprio autor, atingido no colo da mãe quando ainda era bebê, com um ano e três meses.
  • Sem política para juventude, Cabo mantém rotina de assassinatos de jovens – o comunicador social Rafael Negrão explica nesta reportagem os altos índices de assassinatos de jovens no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, escancarando a falta de investimentos na juventude.
  • Rios, pontes e desigualdades na Zona Sul do Recife – Formada em comunicação social, Karinne Costa apresenta a dinâmica espacial do Recife a partir dos dados da violência armada. A maior parte dos adolescentes baleados foram atingidos onde o índice de vulnerabilidade social é maior, ou seja, nas favelas e periferias.
  • O baculejo tem cor – a jornalista Nathália Dielú mostra nesta videorreportagem a dinâmica da abordagem policial, também chamada de “baculejo”, na Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife, através de uma pesquisa com jovens entre 14 e 21 anos. 66% deles disseram já ter passado por experiências de humilhação e violência.

Com o sucesso da primeira oficina, o Instituto Fogo Cruzado pretende expandir o projeto para outros estados e produzir novos cursos para que mais profissionais da área da comunicação tenham acesso a técnicas de reportagem para jornalismo de dados.

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