Com oito duplas de repórteres, a VEJA acompanhou as ocorrências policiais das 20 horas da sexta 1º de julho às 20 horas do domingo. O saldo: 27 mortos, 20 feridos, 19 tiroteios, 7 arrastões.

Por força das circunstâncias, o Rio se tornou referência mundial no tratamento de ferimentos a bala. Dados da Secretaria de Saúde mostram que, de janeiro de 2015 até agora, os hospitais da rede municipal e estadual atenderam 4 053 vítimas de “projétil de arma de fogo”, ou PAF, no jargão local. Isso dá uma assustadora média de 7,4 baleados por dia. Na madrugada movimentada do Hospital Salgado Filho, na Zona Norte, Wellerson Rocha, 18 anos, chegou com uma perna atingida por tiro de fuzil em uma operação policial. Foi direto para a cirurgia. “Antigamente, PAF era sempre tiro de revólver. Agora, toda hora chega gente atingida por fuzil”, informa o diretor do Salgado Filho, João Berch­mans. “Praticamos medicina de guerra. Estamos preparados para atuar em qualquer zona de conflito do mundo”, resume o cirurgião Bruno Bianco, do Souza Aguiar. Wellerson Rocha também sobreviveu.

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