A maioria dos casos foram tentativas de homicídio/execução

Por Francys Silva,  Katarina Scervino e Paula Napolião

Apesar de numericamente inferiores quando comparados aos casos de homens baleados, o contexto no qual mulheres são baleadas chamam a atenção nos dados do Fogo Cruzado Pernambuco. Isto porque as dinâmicas dos disparos de arma de fogo são bastante similares: são tentativas de homicídios/execuções e quase sempre estão relacionadas a companheiros e pessoas próximas das vítimas. 

Até o dia 7 de março de 2020, 16 mulheres foram baleadas na região metropolitana do Recife – destas, 8 morreram. Os casos mais comuns são aqueles em que os suspeitos eram maridos/namorados/companheiros. É o caso de Leandra Jennifer, morta em fevereiro pelo companheiro na frente do filho do casal, no bairro da Madalena, zona oeste de Recife. No mesmo período do ano passado, 20 mulheres foram baleadas no Grande Recife – uma diminuição de 20% deste número -, destas, 7 morreram. 

Dentre os motivos das mortes causadas por arma de fogo, 14 casos foram casos de tentativa de homicídio/execução. Dentre os eventos de mulheres feridas por arma de fogo, 3 foram atingidas pelos disparos dentro de suas residências. É o caso de uma adolescente de 16 anos, baleada durante uma tentativa de duplo homicídio dentro de casa, no bairro do Jiquiá, no Recife. 

Cabe destacar, ainda, os casos de meninas mortas e feridas por balas perdidas – um total de 3 casos. No carnaval, uma menina de 6 anos foi atingida por uma bala perdida durante um bloco em São Lourenço da Mata. No dia 19 de fevereiro, outra menina de 7 anos foi atingida por bala perdida quando saía de um culto com o pai no bairro do Barro, no Recife. 

Deixe um Comentário





20 + cinco =