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Mais de 8 mil tiroteios foram registrados durante Intervenção no Rio

A intervenção chega ao fim hoje. Apesar de a medida ter conseguido reduzir roubos e homicídios no Rio, algumas áreas do estado foram na contramão da tendência de queda e tiveram uma uma explosão de violência em 2018.

Um levantamento feito pelo EXTRA com base em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostrou que houve aumento no número de roubos e assassinatos nos municípios de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Angra dos Reis, na Costa Verde, e Nova Friburgo, na Região Serrana, e o bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital.

Isso se reflete claramente no nível de tiroteios e disparos de armas de fogo registrados pelo Fogo Cruzado no período – especialmente na região metropolitana – área de cobertura do laboratório de dados:

  • No período da intervenção foram registrados 8.613 tiroteios/disparos de arma de fogo – mais que o total de registros de 2017: 5.993. A média de tiros por dia passou de 16 em 2017, para 27 durante os 319 dias do período de intervenção em 2018.
  • Entre 16.02 e 31.12 (período da intervenção) de 2017 Belford Roxo foi o 7º município com maior número de tiros da região metropolitana: 128. Durante o mesmo período este ano o município pulou para o 3º lugar, com 666, um aumento de 420%.
  • Apesar de o número ainda ser baixo em comparação com outros municípios, o maior aumento no número de registros foi em Seropédica: quase 1000%. Passou de apenas 2 registros no ano passado para 21 este ano.
  • Dos 21 municípios da Região Metropolitana, apenas 1 – Rio Bonito – registrou queda no número de tiroteios/disparos em relação ao mesmo período do ano passado. 8 tiveram um crescimento maior que 100%: Seropédica (950%), Belford Roxo (420%), Japeri (292%), Maricá (225%), Paracambi (200%), Itaguaí (166%), Magé (147%) e Itaboraí (116%). Destes, 6 são na Baixada. (Confira aqui a lista de municípios da Baixada – Confira aqui a lista de municípios da Região Metropolitana do Rio) 
  • A Vila Kennedy, que ficou conhecida como “laboratório da intervenção”, foi o bairro da região metropolitana onde houve mais registros de tiros durante o período: 343 – seguido de Complexo do Alemão (246) e Praça Seca (225)
  • Segundo bairro no ranking geral de tiros, o Complexo do Alemão foi a área com UPP onde mais houve registros: 246, com ao menos 16 mortos e 21 feridos. A Rocinha vem em 2º, com 122 tiroteios, 19 mortos e 14 feridos
  • Houve 60 tiroteios que duraram 2 horas ou mais no Grande Rio desde o decreto da #intervenção. 4 deles duraram mais de 10 horas. O mais longo ocorreu no Morro do Jordão, Taquara, no dia 29.06 – Durou 23 horas e 48 minutos
  • Durante o período da Intervenção ao menos 72 adolescentes (idade entre 12 e 17 anos e 11 meses) foram baleados na região metropolitana do Rio. 33 deles morreram. No total do ano, já são 42 mortos.
  • Ao menos 20 crianças (idade até 11 anos e 11 meses) foram baleadas durante o período da intervenção. 3 delas morreram. A vítima mais nova foi baleada dentro de uma escola no Cosme Velho em 27.04 e tinha 6 meses. Foi socorrida e passa bem.
  • Houve 189 vítimas de bala perdida no Grande Rio durante a intervenção. 36 delas morreram. A vítima mais velha tinha 84 anos e foi atingida em um ponto de ônibus em Guadalupe no dia 18.12. Ele não resistiu aos ferimentos.
  • Durante a intervenção 279 agentes de segurança foram baleados. 96 deles morreram. Maioria dos casos ocorreu na capital.

Confira os dados:

Durante a intervenção foram registrados 8.613 tiroteios/disparos no Grande Rio. Mais que o total do ano de 2017 (5.993). Entre 16 de fevereiro e 31 de dezembro houve em média 27 tiroteios/disparos por dia. No mesmo período do ano passado foram 5.500, 56% a menos.

A Vila Kennedy, que ficou conhecida como “laboratório da intervenção”, foi o bairro da região metropolitana onde houve mais registros de tiros durante o período: 343 – seguido de Complexo do Alemão (246) e Praça Seca (225).

Segundo bairro no ranking geral de tiros, o Complexo do Alemão foi a área com UPP onde mais houve registros: 246, com ao menos 16 mortos e 21 feridos. A Rocinha vem em 2º, com 124 tiroteios, 19 mortos e 17 feridos.

Houve 54 tiroteios/disparos de arma que acabaram com 3 vítimas civis ou mais, num total de 216 mortos – 95 mortes a mais do que as registradas nos 33 casos do mesmo período de 2017.

Houve 189 vítimas de bala perdida no Grande Rio durante a intervenção. 36 delas morreram. A vítima mais velha tinha 84 anos e foi atingida em um ponto de ônibus em Guadalupe no dia 18.12. Ele não resistiu aos ferimentos.

Durante o período da Intervenção ao menos 72 adolescentes (idade entre 12 e 17 anos e 11 meses) foram baleados na região metropolitana do Rio. 33 deles morreram. No total do ano, foram 42 mortos.

Ao menos 20 crianças (idade até 11 anos e 11 meses) foram baleadas durante o período da intervenção. 3 delas morreram. A vítima mais nova foi baleada dentro de uma escola no Cosme Velho em 27.04 e tinha 6 meses. Foi socorrida e passa bem.

Durante a intervenção 279 agentes de segurança foram baleados. 96 deles morreram. Maioria dos casos ocorreu na capital.

Houve 60 tiroteios que duraram 2 horas ou mais no Grande Rio desde o decreto da #intervenção. 4 deles duraram mais de 10 horas. O mais longo ocorreu no Morro do Jordão, Taquara, no dia 29.06 – Durou 23 horas e 48 minutos.

Comparativo entre os 319 dias da intervenção (10 meses e meio) e os 319 dias imediatamente anteriores – Total Bairros da Região Metropolitana.

Comparativo entre os 319 dias da intervenção (10 meses e meio) e os 319 dias imediatamente anteriores – Total Região Metropolitana.

 

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