Observatórios de Pernambuco e Rio de Janeiro contam com dados do Fogo Cruzado

Apresentar um panorama de diferentes índices de violência a partir de dados coletados em cinco estados brasileiros e contribuir para a construção de uma agenda propositiva para políticas de segurança pública no país. Estes são alguns dos objetivos da Rede de Observatórios da Segurança, iniciativa lançada nacionalmente hoje e do qual o Fogo Cruzado é parceiro – no Rio e Pernambuco.

Este novo projeto é formado por 5 organizações de 5 estados: Iniciativa Negra, da Bahia, Laboratório de Estudos da Violência, do Ceará, Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP), de Pernambuco, Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), do Rio de Janeiro e Núcleo de Estudos da Violência, de São Paulo.

Com metodologia inspirada na bem-sucedida experiência do Observatório da Intervenção, que monitorou as ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro durante a intervenção federal em 2018, a Rede de Observatórios da Segurança vai acompanhar 16 indicadores de violência, ampliando o leque de dados trabalhados anteriormente.

No Rio de Janeiro o Fogo Cruzado é parceiro do Cesec desde os trabalhos do Observatório da Intervenção. Em Pernambuco a parceria se dá com o Gajop. “A iniciativa da Rede de Observatórios é muito simbólica para um estado como Pernambuco, que convive com índices altos de violência letal e que desde 2017 não divulga estes dados de forma ampla. Coletar e divulgar estes dados é muito importante para estabelecer o debate sobre segurança pública e para que a sociedade civil possa opinar e reivindicar soluções e alternativas”, explicou Edna Jatobá, Coordenadora executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop/PE) e do Fogo Cruzado PE.

Este é um projeto bem mais amplo que resultará em um banco de dados com estudos, pesquisas, infográficos e vídeos a fim de oferecer informações para a sociedade e “estabelecer fóruns e espaços de diálogo entre instituições, pesquisadores e ativistas, nos quais a troca resulte em produtos, ações e projetos sobre diferentes aspectos da violência, com ênfase em temas e práticas transversais como tecnologia, democracia, racismo e outros, além de Monitorar orçamentos e leis relacionados à área no Legislativo estadual e federal”.

Os indicadores abordados são: Feminicídio e violência contra mulher; Racismo e injúria racial; Violência contra LGBTQ+; Intolerância religiosa; Violência contra crianças e adolescentes; Linchamentos; Violência armada; Ações e ataques de grupos criminais; Manifestação, greve e protesto; Violências, abusos e excessos por parte de agentes do Estado; Policiamento; Violência contra agentes do Estado; Corrupção policial; Chacinas; Sistema penitenciário e Sistema socioeducativo.