Das crianças baleadas, 7 morreram. Houve ainda 53 adolescentes mortos

Por Gabrielli Thomaz

Infelizmente, Agatha não foi a única criança baleada no Grande Rio em 2019. Além dela, a plataforma Fogo Cruzado registrou outras 23 crianças baleadas na região metropolitana do Rio. Destas, 7 morreram. Já em 2018, foram 25 crianças baleadas – 4 delas não resistiram aos ferimentos. 

Situações onde houve a presença de agentes de segurança** como foi o caso de Agatha Félix, foram 52% do total. Ela foi morta durante ação policial no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, em 20 de setembro – e não foi a única. Além dela, outras 58 crianças e adolescentes foram baleados em ações onde havia a presença de agentes de segurança – 26 deles morreram.

Houve ainda 88 adolescentes baleados – dos quais 53, morreram. O número é ligeiramente maior que o registrado em 2018: 86 baleados – dos quais, 42 mortos.

Crianças e adolescentes baleados (112) representam 4% do total de vítimas em 2019 (2.876). Do total de vítimas de bala perdida em 2019 (189), 20 eram crianças e 16 adolescentes. Destes, 5 crianças e 4 adolescentes morreram. 

Casas e escolas não foram proteção

8 crianças e adolescentes foram baleados quando estavam dentro ou a caminho de escolas no Grande Rio em 2019 – 2 morreram. O último caso ocorreu no dia 7 de novembro, quando uma adolescente de 16 anos foi atingida por uma bala perdida quando estava no pátio do Colégio Estadual Sargento Wolff, no bairro de Boa Ventura, em Belford Roxo, na Baixada.

Estar em casa também não é garantia de segurança. No dia 25 de setembro 3 mulheres da mesma família foram mortas a tiros quando estavam dentro de casa na Vila Centenário, Duque de Caxias. Uma das vítimas da chacina era a adolescente Stéfani Rocha Moraes, de 15 anos. Segundo informações preliminares, um homem entrou na residência e efetuado diversos disparos acertando as vítimas. O caso está sendo investigado.

Ao todo, 4 crianças e 8 adolescentes foram baleados quando estavam dentro de casa em 2019 – 2 crianças e 7 adolescentes morreram. Dos 8 adolescentes baleados em casa, 4 foram vítimas de bala perdida.

*O Unicef considera crianças com idade inferior a 12 anos e adolescentes com idade entre 12 anos e 18 anos incompletos.

**Agentes de segurança incluem policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados.

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