Maior chacina da história do Fogo cruzado ocorreu neste período, empatando com a do Fallet/Fogueteiro, em fevereiro de 2019

Por: Gabrielli Thomaz e Kathleem Barbosa

Nos 6 primeiros meses do ano, a plataforma Fogo Cruzado registrou 2.606 tiroteios/disparos de arma de fogo na Região Metropolitana do Rio – destes, 24 terminaram com 3 ou mais civis mortos: ao todo, 93 pessoas morreram nestas circunstâncias. Em comparação com o mesmo período de 2019 – quando houve 34 casos que terminaram com 144 mortos –, houve queda de 29% dos casos e de 35% nas mortes nestas condições neste semestre.

Do total de casos com múltiplas mortes registrados neste período, em 18 (75%) deles houve presença de agentes de segurança*, e deixaram 72 mortos no total. No mesmo período do ano passado, houve 27 casos com a participação de agentes, que terminaram com 109 mortos ao todo. Em comparação com 2019, houve queda de 33% destes casos com a participação de agentes.

No dia 15 de Maio, 13 pessoas foram mortas durante uma operação policial no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Este  foi um dos maiores casos de homicídios com 3 ou mais vítimas feito pelo Fogo Cruzado desde 2016, empatado com o caso do Fallet/Fogueteiro, que aconteceu em 8 de fevereiro de 2019, na região central do Rio. Na ocasião, 13 pessoas foram mortas e 2 ficaram feridas na operação policial.

Entre os municípios que tiveram mais casos com 3 ou mais civis mortos em uma mesma situação, estão Rio de Janeiro (17 casos, com 68 mortos), São Gonçalo (4 casos, com 15 mortos), Niterói (1 caso, com 4 mortos), Magé (1 caso, com 3 mortos) e Nova Iguaçu (1 caso, com 3 mortos).

*Presença de agentes: Situações em que são percebidas a presença de agentes de segurança durante o tiroteio/disparo. Exemplo: Operação, Ação, Assalto a agentes etc.

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