303 pessoas foram mortas em 81 casos – 48 vítimas a mais que em 2018, que teve 65 casos

Por Mayara Mangifeste

Em 2019, o Fogo Cruzado mapeou 81 tiroteios/disparos de arma de fogo no Grande Rio que resultaram em 3 ou mais civis mortos numa mesma ocasião. Ao todo, 303 pessoas foram mortas a tiros nestas circunstâncias um aumento de 19% em comparação a 2018 (255). Em 80% desses casos (65) foi registrada a presença de agentes de segurança* na cena. No ano anterior houve a presença de agentes de segurança em 68% dos registros

A capital concentrou a maioria dos casos: 35; seguido de São Gonçalo (10) e Niterói (9) no Leste Metropolitano; e, na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu (8) e e Belford Roxo (7). 

O caso com o mais mortos aconteceu no dia 8 de fevereiro, durante operação policial no Morro Fallet/Fogueteiro, em Santa Teresa, na Região Central do Rio: foram 13 mortos e 1 ferido. A operação teve o maior número de vítimas fatais não só em 2019, mas nos últimos 12 anos.

Um dos casos mais recentes aconteceu no dia 5 de dezembro, no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. 4 pessoas foram mortas a tiros durante ação policial. Entre os mortos estava o comediante Diego Buiu, conhecido como ‘Bunitinho’. Pessoa com deficiência mental, ele era fenômeno na internet, com 400 mil seguidores no Instagram e quase 100 mil no Youtube. Seu empresário, Jorge Tadeu Sampaio, e outras 2 pessoas também morreram na ação. O carro em que estavam foi atingido 19 vezes. A perícia comprovou que não houve tiros de dentro para fora e que os tiros acertaram a parte traseira do veículo.

*Agentes de segurança incluem policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados.

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