Número é 27% menor que o registrado em 2019

Por: Kathleem Barbosa, Mayara Mangifeste e Olivia Kerhsbaumer 

Nos 6 primeiros meses de 2020, o Fogo Cruzado registrou 69 pessoas atingidas por balas perdidas* no Grande Rio – 12 delas morreram e 57 ficaram feridas. O número de vítimas de bala perdida neste período do ano é 27% menor que o registrado em 2019, que totalizou 94 pessoas baleadas em 6 meses – destes, 24 morreram. 

Bala perdida em meio à pandemia 

A violência armada não para. Mesmo diante do cenário que o mundo enfrenta com a pandemia da Covid-19, as balas perdidas continuam deixando vítimas no Grande Rio. Foi o caso de Roberta Leite Neves Luciano, de 41 anos, atingida por uma bala perdida no abdômen, tendo o intestino perfurado. O caso aconteceu durante ação policial, no dia 12 de abril, no Parque das Missões, em Duque de Caxias, na baixada fluminense. Roberta sobreviveu ao ferimento à bala, mas morreu ao contrair Coronavírus após 9 dias no hospital. Ela deixou Riquelmo, seu filho de 3 meses, que foi ferido por estilhaços no pé na mesma ocasião.

Roberta Leite Neves Luciano, de 41 anos. Foto: Reprodução

As balas perdidas vitimaram crianças** (13), adolescentes*** (8), idosos**** (5) e até mesmo agentes de segurança***** (2). Destes, 3 crianças, 2 adolescentes e 4 idosos morreram. 

* “Vítima de bala perdida”: a pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo, sendo, no entanto, atingida por projétil (ISP).

** Com idade inferior a 12 anos

*** Com idade entre 12 anos e 18 anos incompletos

**** Com idade a partir de 60 anos

***** Agentes de segurança incluem policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados.

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