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Grande Rio bate a marca dos 5.000 tiros em 2019

Na manhã desta quarta-feira (07), a região metropolitana do Rio superou  a marca dos 5.000 tiros em 2019. O registro ocorreu nas imediações da Rua Dois, na Alvorada, Complexo do Alemão, localizado na zona norte do Rio. Na ocasião, 1 policial militar foi baleado quando chegava para a troca de turno na Base Alvorada da UPP Nova Brasília. 

Em 2018, essa marca foi alcançada no dia 13 de julho – 25 dias antes do registro desse ano -, no Cavalo de Aço, em Santíssimo, bairro da zona oeste do Rio. Não houve vítimas na ocasião.

Com uma média de 23 tiroteios/disparos de arma de fogo por dia, 1837 pessoas já foram baleadas no Grande Rio este ano: 955 delas morreram e 882 ficaram feridas.

“Apesar do tiroteio de número 5 mil ter sido atingido quase 25 dias depois em relação ao ano passado, essa quantidade de tiroteios e disparos ainda é extremamente alto e preocupante. O que é possível perceber em relação a isso é que 2018 foi um ano muito atípico: as facções e milícias estavam em constantes batalhas por conquistas e ampliação de seus domínios e negócios. Já este ano, com esta situação – entre aspas – acomodada – temos mais registros de operações e ações policiais com tiroteios. Em comum entre estas duas situações temos o tráfico. Ora em disputas entre si, ora em embate com a polícia. Estes enfrentamentos deixam a população no meio do fogo cruzado. Este ano já mais de uma centena de vítimas de balas perdidas, muitos deles crianças e idosos. Para a segurança de todos é imperativo que haja investimentos nos setores de inteligência, para que seja possível o enfrentamento ao crime sem que a vida de moradores e agentes públicos seja colocada em risco desnecessariamente” – Maria Isabel Couto – Gestora de dados do Fogo Cruzado, doutora e mestre em sociologia pelo IESP/UERJ. 

Veja mais alguns detalhes sobre a violência armada no Grande Rio até os 5.000 tiroteios/disparos:

  • O Rio de Janeiro foi o município do Grande Rio com o maior número de tiroteios/disparos de arma de fogo este ano, foram 2989 registros. Em seguida vem São Gonçalo (506), Belford Roxo (372), Niterói (282) e Duque de Caxias (242).
  • Vila Kennedy, com 222 tiroteios/disparos de arma de fogo, ficou em primeiro lugar entre os bairros com mais tiroteios/disparos, seguido de Complexo do Alemão (171), Cidade de Deus (125), Praça Seca (113) e Tijuca (134).
  • Dos 5.000 tiroteios/disparos neste ano, 641 ocorreram em áreas de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Complexo do Alemão (171), Complexo da Penha (102), Borel (62), Complexo de Manguinhos (57) e Macacos (39) lideraram o ranking das UPPs com mais registros.
  • A zona norte concentrou o maior número de tiroteios/disparos de arma de fogo no Grande Rio este ano (1639), seguida de Baixada Fluminense (1118), Zona Oeste (903), Leste Metropolitano (892), Centro (256) e Zona Sul (192).
  • Este ano, 154 agentes de segurança foram baleados: 36 deles morreram e 118 ficaram feridos em serviço.
  • Do total de baleados (1837), 216 foram vítimas de bala perdida: 58 morreram.
  • Já são 50 casos com 3 ou mais civis mortos em uma mesma situação no Grande Rio, totalizando 191 mortos.
  • 12 crianças (menores de 12 anos), 51 adolescentes (menores de 18 anos) e 47 idosos (acima de 60 anos) foram baleados no Grande Rio: 4 crianças, 29 adolescentes e 15 idosos morreram.
  • 52 pessoas foram baleadas dentro de casa este ano, destas 39 morreram.
  • 8 cachorros foram baleados no Grande Rio este ano: 6 morreram.
  • 8 políticos foram baleados no Grande Rio: 6 morreram. Do total de casos, 7 ocorreram na Baixada Fluminense: 6 morreram.
  • Houve 11 tiroteios com duração igual ou superior a 2 horas incessantes ou com intervalos curtos – até 30 minutos – na Região Metropolitana do Rio, totalizando 33 horas e 30 minutos
  • Por 30 vezes vias foram interditadas por conta de tiroteios/disparos de arma de fogo no Grande Rio.

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