Grande Rio chega a 100 vítimas de bala perdida este ano

Nesta terça-feira (16), Gessi Gonzalez Camargo foi atingido por uma bala perdida, no bairro Bento Ribeiro, na zona norte do Rio. Ele levou um tiro nas costas no momento em que ocorria um assalto na região. Com ele, o Grande Rio chega a marca de 100 pessoas atingidas por bala perdida em 2019. Em 2018, esta marca ocorreu no dia 22 de julho, quando um engenheiro foi atingido durante uma tentativa de roubo de carro na Rua Bernardino Vasconcelos, em Realengo, na zona oeste do Rio. Na ocasião, outras 2 pessoas também foram vítimas de bala perdida.

Dos 100 baleados no Grande Rio este ano, 25 morreram e 75 ficaram feridos. Uma média de 1 baleado a cada 2 dias. No mesmo período do ano passado, foram 21 mortos e 79 feridos.

As 100 vítimas de bala perdida registradas representaram 6,5% de todo o número de baleados no Grande Rio este ano (1655). Das 100, 7 crianças (até 12 anos incompletos), 11 adolescentes (até 18 anos incompletos), 8 idosos (acima de 60 anos) e 3 agentes de segurança foram baleados. Deste número, 2 crianças, 2 adolescentes e 3 idosos morreram. Além delas, dos 8 cachorros baleados no Grande Rio este ano, 6 foram atingidos por bala perdida, os 6 morreram. 

Por 6 vezes as balas perdidas não fizeram vítimas, mas acertaram outros espaços como quarto de criança (2), parede de hospital (1) vidro de carro (1), cozinha (1) e refeitório de colégio (1).

O município do Rio de Janeiro concentrou o maior número de vítimas, foram 62 no total, seguido de São Gonçalo (19), Niterói (7) e Belford Roxo (4), Duque de Caxias (2), Itaboraí (2), Nilópolis (2)

A região do Grande Rio que teve o maior número de vítimas foi a zona norte, com 45 baleados no total, logo depois vem o Leste Metropolitano (27), zona oeste (8), Baixada Fluminense (7), Centro (7) e zona sul (2).

Entre os bairros, Complexo da Penha registrou mais baleados (8). Em seguida vem Complexo da Maré (4), Jóquei Clube (4), Manguinhos (4), Catumbi (3), Complexo do Alemão (3), Costa Barros (3) e Marechal Hermes (3).

Nas áreas de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), Complexo da Penha (8), Complexo de Manguinhos (4), Complexo do Alemão (3), Providência (2), Barreira do Vasco/Tuiutí (1); Jacarezinho (1);  Mangueira (1); São João (1) lideraram o ranking de vítimas.

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