Policiais militares foram os mais atingidos

Um PM foi baleado no pé durante ação policial na manhã desta quinta-feira (17) no Morro do Palácio, no Ingá, Zona Sul de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O policial, cujo nome não foi divulgado, é o 100º agente de segurança baleado este ano no Grande Rio, conforme levantamento do Fogo Cruzado. Deste total, 44 morreram e 56 ficaram feridos. O primeiro agente baleado este ano foi o policial civil Mauro Azevedo Silva, de 50 anos. Ele foi encontrado morto no dia 1º de janeiro em Vera Cruz, São Gonçalo.

A categoria, que inclui policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados – teve, este ano, 77 policiais militares, 7 policiais civis, 3 bombeiros, 3 policiais federais, 2 militares da marinha, 2 agentes penitenciários, 2 agentes do programa segurança presente, 2 guardas municipais, 1 militar da aeronáutica e 1 militar do exército baleados. 

Escala de trabalho

Dos 100 agentes de segurança baleados no Grande Rio, 10 foram mortos e 34 foram feridos em serviço. Já 34 morreram e 22 foram feridos fora do posto de trabalho

Operações suspensas durante a pandemia

Desde que decretada, em 13 de março deste ano, as medidas de isolamento necessárias para conter os avanços do Coronavírus, ficar em casa se tornou medida sanitária essencial. Apesar disso, operações policiais continuaram. No dia 5 de junho, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro ficaram suspensas, salvo em casos excepcionais, a serem justificados com antecedência. 

Após a decisão de Fachin de suspender as operações policiais, houve 12 agentes baleados em serviço, destes, 2 morreram. Entre eles, o Tenente da Polícia Militar Cleiton da Costa Sales, morto durante uma operação policial no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, no dia 18 de junho.

Região

O Leste Metropolitano – formado pelos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu e Tanguá – concentrou o maior número de agentes baleados, com 26 vítimas, o que representa 26% do acumulado. Em seguida, vem Zona Oeste (23), Zona Norte (22), Baixada Fluminense (17), Centro (10) e Zona Sul (2).

Municípios

O Rio de Janeiro concentrou o maior número de agentes baleados este ano, foram 57. Em seguida, vem São Gonçalo (15), Duque de Caxias (6), Niterói (4) e Belford Roxo, Itaboraí e São João de Meriti, com 3 agentes baleados cada. O Rio de Janeiro também foi o município com o maior número de mortos, 22 no total. 

Bairros

O bairro com mais agentes atingidos foi Bangu, na Zona Oeste do Rio, com 8 baleados no total. Em seguida, Gramacho, em Duque de Caxias, Santa Cruz e Colubandê, em São Gonçalo, com 3 agentes baleados cada.

UPP

Dos 100 agentes de segurança baleados, 8 foram atingidos em áreas com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Manguinhos (3), Andaraí (2), Jacarezinho (2) e Providência (1) foram as unidades que concentraram os baleados.

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