O número caiu de 113 em 2018 para 74 em 2019

Por Olivia Kerhsbaumer

Em 2019, o Fogo Cruzado mapeou 234 agentes de segurança* baleados na região metropolitana do Rio de Janeiro: 160 feridos e 74 mortos. O dado indica uma queda de 35% nos casos de agentes baleados em relação ao mesmo período de 2018, quando 334 agentes de segurança foram atingidos (221 feridos e 113 mortos). Do total, 56% dos agentes baleados em 2019 (131), estavam fora do posto/horário de trabalho (aposentados, reformados, de folga etc.) e 43% estavam em serviço (101).

Quase metade dos agentes (49%) foi baleada na capital. O Rio foi o município da região metropolitana que concentrou o maior número de agentes baleados: 114. Em segundo lugar está São Gonçalo (37), seguido de Niterói (19), Nova Iguaçu (14) e Caxias (12).

Os bairros do Grande Rio com o maior número de agentes baleados foram o Complexo do Alemão, Marechal Hermes e Rocinha, com 5 agentes baleados em cada. 

Detalhes e motivos

Os motivos mais apontados como razão dos tiros que feriram e mataram os agentes foram: ação/operação policial (20 mortos e 85 feridos), execuções e homicídios/tentativas (25 mortos e 5 feridos), roubos diversos (23 mortos e 53 feridos) e brigas (2 mortos e 7 feridos). 

Dos 234 agentes de segurança baleados em 2019, 86% eram policiais militares: 202 baleados (140 feridos e 62 mortos). Desses, 96 estavam em horário de trabalho e 104 fora do posto/horário de trabalho (aposentados, reformados, de folga etc.). Foram 44 policiais militares mortos fora do horário de trabalho (11 desses executados) e 14 foram mortos por tiros durante tentativa de roubo. 

Briga foi o motivo que configurou a morte de 2 agentes de segurança em 2019 – no total, foram 9 baleados em momentos de discussão. Como foi o caso do dia 26 de agosto quando o sargento Carlos Raphael Gonçalves Rodrigues Laura, 39 anos e o sargento reformado da PM Ubiratan Montenegro, 70 anos, discutiram em um bar de Marechal Hermes, na zona norte do Rio. Os dois foram baleados no tiroteio e socorridos, mas o Ubiratan Montenegro não resistiu aos ferimentos.

*Os agentes de segurança são policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas, na ativa, na reserva e aposentados.


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